sábado, 28 de junho de 2014

Excerto 4 Capítulo I

... _ Primeiro ele não é raptor, é perseguidor, o que não deixa de ser assustador. Segundo, não sei quem é, não dá para perceber e terceiro, não falemos disto por favor.
É tudo tão estranho! O pesadelo é sempre o mesmo e sempre tão real. Não consigo perceber o porquê. Na realidade não me assusta, pois não passa  de um mero pesadelo, contudo deixa-me tão exausta.
_ Desculpa fofa. E estás desculpada também, pelo teu mau feitio.
_ Em minha defesa, eu não tenho assim tão mau feitio.
_ Erro meu! - Como viu que não reagi, acrescentou. - Caso não tenhas percebido estou a gozar, tens mesmo mau feitio, só te aturo porque... Porque é que te aturo já agora? Nem eu própria sei, tenho de admitir que só posso estar tolinha.
_ Ou então adoras-me.
_ Também. - Saiu-lhe sem ela pensar. - Oh! Não era nada disto que eu ia dizer.
_ Agora não tens como remediar. - Ri-me para ela.
Só a Raquel é que me conseguia suportar e pôr-me bem-disposta, mesmo nos dias em que consigo tornar tudo num inferno. A campainha tocou, são 8h30 da manhã  e a primeira aula que vamos ter é matemática com o professor Bernardo. Fui a cantarolar "tu adoras-me" todo o caminho até chegarmos à sala 14. Como sempre, o professor já lá dentro com a porta aberta à espera que a turma chegasse. Fechou-a depois da maioria ter entrado.
_ Bom dia turma. Tenho uma adivinha para vocês, quem acertar tem folga nos trabalhos de casa.
_ Tenho de acertar. - Afirmou a Raquel.
_ Qual é a coisa qual é ela, que ando a prometer à muito tempo e que prometido é devido?
_ Um teste. - Respondeu um rapaz ao canto da sala.
_ Exactamente. Vão fazer um teste e conta para nota.
Toda a turma começou a reclamar, obviamente que ninguém gosta de um teste-surpresa, muito menos quando conta para nota. Eu e a Raquel sentamo-nos sempre juntas, ela arrastou a cadeira para mais perto de mim e sussurrou-me:
_ Espero que tenhas estudado, ou que pelo menos saibas alguma coisa, porque eu não sei nada.
_ Eu não estudei nada Quéli! O professor apanhou-nos de surpresa a todos, literalmente. Seja o que Deus quiser.
- A mim, nem Deus me safa, sou um Zero à esquerda a matemática. Estou tão tramada.
            Enquanto o professor entregava os testes, repreendeu-nos:
- Meninas lamento estar a interromper a vossa interessantíssima conversa, mas estou a entregar os testes e não querem que anule o vosso, pois não?
- Não professor. - Dissemos em uníssono.
            Já só se ouviam as canetas a escrever e passados uns cinco minutos, ouviu-se bater à porta. O professor foi abri-la.

- Quanto queres apostar que é ele. - Comentei baixinho... (Continua)


_ First ... it is not raptor, is stalker, which is nonetheless daunting. Second, I don't know who is, I can't realize and third, we don't speak of it please. 
It's all so strange! The nightmare is always the same and always so real. I can't understand why. Not really scares me, because no more than a mere nightmare, yet leaves me so exhausted. 
_ Sorry sweety. And you're also excused, for your temper. 
_ In my defense, I'm not that bad temper. 
_ My mistake! - As he saw that I didn't react, she added. - In case you haven't noticed I'm kidding, you really have a bad temper, just put up with you because ... Why put up with you anyway? Neither myself know, I have to admit that I can just be silly girl. 
_ Or you love me. 
_ Also. - She left her without her thinking. - Oh! There was nothing I could say it. 
_ Now you don't how to remedy. - I laughed at her. 
Only Rachel is that she could support me and put me in a good mood, even on days when I can make everything a hell. The doorbell rang, are 8:30 am and the first lesson is that we will have math with Professor Bernardo. Went to hum "you adore me" all the way until we got to the room 14. As always, Professor already inside with the door open waiting for the class arrived. Closed it after most have gone. 
_ Good day class. I have a riddle for you, who have set off with homework. 
_ I have to hit. - she said. 
_ What is the thing which it is, I've been promising for a long time and that promise is a promise? 
_ A test. - And one guy in the corner of the room. 
_ Exactly. Go take a test and account for note. 
The whole class started complaining, obviously nobody likes a pop quiz, much less when it counts to note. Rachel and I sat down together forever, she dragged his chair closer to me and whispered to me: 
_ I hope you have studied, or at least to know something, because I know nothing. 
_ I have not studied anything Queli! The teacher caught us all by surprise, literally. Be what God wants. 
- To me, neither God safe me, I'm a Zero left the math. I'm so contrived. 
             While the professor handed the tests, scolded us: 
- Sorry girls be interrupting your conversation interesting, but I am to deliver the tests and do not want to annul your, did you? 
- Not a teacher. - We said in unison. 
             Have only heard the pens to write and passed about five minutes was heard knocking. The teacher was open. 
- How much you want to bet that he is. - Commented softly... (Continue)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Excerto 3 Capítulo I

(...) Foi apenas um sonho, um sonho não, foi o pesadelo.
Na noite do meu décimo aniversário, faz oito meses, tive este pesadelo e desde aí, faz questão de estar presente na maioria das minhas noites. Ultimamente tenho dormido tranquilamente, mas parece que voltou para me atormentar. O despertador marcava 6h45 e como eu estava demasiado desperta, levantei-me para tomar um duche e preparar as coisas para ir para as aulas.

Estava a tirar os livros de matemática do cacifo, quando de repente, vejo a Raquel a correr toda atrapalhada na minha direcção e a atropelar quem quer que lhe aparecesse no caminho.
_ Onde é que andaste Filipa? Procurei-te por toda a parte. - Perguntou-me. 
A Raquel é a minha melhor amiga desde que me lembro, conhecemo-nos  desde o infantário e andámos sempre juntas na escola. Tornámo-nos inseparáveis desde então, faço qualquer coisa por ela e ela por mim, contamos sempre uma com a outra.
_ Foste ver à casa de banho?
_ Não. - Respondeu ela.
_ Então não me procuraste por toda a parte.
_ Que mau feitio, o que tens?
Fechei a porta do cacifo e encostei a cabeça nele. Inspirei fundo e recompus-me.
_ Desculpa. Dormi mal hoje.
_ O pesadelo outra vez?
_ Sim, mas não quero falar sobre isso.
_ Mas já sabes quem é o teu raptor?
_ Primeiro ele não é raptor, é perseguidor, o que não deixa de ser assustador. Segundo, não sei quem é, não dá para perceber e terceiro, não falemos disto por favor... (continua)


(...) It was just a dream, not a dream, was the nightmare. 
On the night of my tenth birthday, for eight months I have had this nightmare and since then, wishes to be present in most of my nights. Lately I have slept soundly, but it seems that he returned to torment me. The clock marked 6:45 a.m. and as I was too awake, I got up to take a shower and get things ready to go to class. 

I was taking the math books locker when suddenly, I see Rachel running all jumbled in my direction and trample anyone who appeared to him in the way. 
_ Filipa Where have you been? I looked for you everywhere. - she asked. 
Raquel is my best friend since I can remember, we met from nursery and walked always together at school. We became inseparable since then, I do anything for her and she with me, always tell each other. 
_ Did you see the bathroom? 
_ No - she answered. 
_ So not sought me everywhere. 
_ What a temper, what you got? 
I closed the locker door and leaned my head against him. Deep breath and recompose myself. 
_ Sorry. Today I slept badly. 
_ The nightmare again? 
_ Yes, but do not want to talk about it. 
_ But you know who your raptor? 
_ First it is not raptor, is stalker, which is nonetheless daunting. Second, do not know who is, I can't realize and third, we do not speak of it please ... (continues)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Excerto 2 Capítulo I

...porque se dera ao trabalho de me seguir até ao Parque e depois limitar-se a observar-me. 
Apercebendo-se das minhas dúvidas, soltou uma gargalhada de tamanha malícia e diversão que fazia doer os ouvidos. Gritava de dor, tapava os ouvidos com quanta força tinha, mas não chegava, cerrei os olhos na esperança de amenizar a dor, em vão.
 ***
Quando os abri, estava a respirar ofegante e tremia compulsivamente. Vi a luz do sol a entrar através das frinchas da persiana, que ficaram por fechar. Senti o peso dos meus cobertores a ao aperceber-me que estava no meu quarto, sentei-me para me acalmar. Foi apenas um sonho, um sonho não, foi o pesadelo... (continua)


... because he bothered to follow me to the park and then limit yourself watching me. 
Realizing my doubts, laughed of such mischief and fun that made ​​my ears hurt. I Screamed in pain, I covered my ears as hard had, but did not arrive, I clenched my eyes hoping to ease the pain, in vain. 
  *** 
When I opened them, I was breath panting and trembling compulsively. I saw the sunlight in through cracks in the shutters, which were close by. I felt the weight of my blankets to realize that I was in my room, I sat down to calm myself. It was just a dream, not a dream, is the nightmare ... (continued)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Inspiração 2º Livro / inspiration for 2nd book

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Until It's Gone

A fire needs a space to burn
A breath to build a glow
I've heard it said a thousand times
But now I know

That you don't know what you've got
Oh you don't know what you've got
No you don't know what you've got
Until it's gone
Until it's gone
Until it's gone

I thought I kept you safe and sound
I thought I made you strong
But something made me realize
That I was wrong

'Cause finding what you got sometimes
Means finding it alone
And I can finally see your light
When I let go

'Cause you don't know what you've got
Until it's gone
Until it's gone
'Til it's gone

Until it's gone
Until it's gone
Until it's gone
'Til it's gone
'Til it's gone

'Cause you don't know what you've got
Oh you don't know what you've got
No you don't know what you've got
It's your battle to be fought
No you don't know what you've got
'Til it's gone
'Til it's gone
'Til it's gone


Até perder

Um fogo precisa de espaço para queimar
Uma respiração para acender o brilho
Eu já ouvi e disse várias vezes
Mas agora eu sei

Que você não sabe o que tem
Oh você não o que você tem
Não, você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder

Eu achei que te deixaria sã e salva
Achei que te faria forte
Mas algo me fez perceber
Que eu estava errado

Porque achar o que você tem às vezes
Significa que você tem que encontrar sozinho
E eu finalmente posso ver a sua luz
Quando eu me liberto

Porque você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder

Até perder
Até perder
Até perder
Até perder
Até perder

Porque você não sabe o que tem
Oh você não o que você tem
Não, você não sabe o que tem
É a sua batalha que deve ser enfrentada
Não, você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder




O QUE NÃO ME MATA TORNA-ME MAIS FORTE
WHAT DOESN'T KILL ME MAKES ME STRONGER