sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Warning

All publications are made in Portuguese and English. As my English is far from perfect, I ask for your understanding and apologize for any error. Do not be shy and leave your comments in any language, your opinion is very important.


Todas as publicações são feitas em português e inglês. Como o meu inglês está longe de ser perfeito, peço a vossa compreensão e desculpa por qualquer erro. Não tenham vergonha e deixem os vossos comentários em qualquer língua, a vossa opinião é muito importante.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Soundtrack inspiração "Por vezes ser especial tem consequências" / Soundtrack inspiration "Sometimes being special has consequences"



Yellow Flicker Beat

I'm a princess cut from marble
Smoother than a storm
And the scars that mark my body
They're silver and gold

My blood is a flood
Of rubies, precious stones
It keeps my veins hot, the fires find a home in me

I move through town, I'm quiet like a fire
And my necklace is a rope
I tie it and untie

And our people talk to me
But nothing ever hits, so
People talk to me
And all the voices just burn low

I'm done with it, this is the start
Of how it all ends
They used to shout my name
Now they whisper it
I'm speeding up, and this is the
Red, orange, yellow flicker beat
Sparking up my heart

We rip the start, the colors disappear
I never watch the stars
There's so much down here
So I just try to keep up with the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart

I dream all year, but they're not the sweet kind
And the shivers move down my shoulder blades
In double time

And my people talk to me
I'm slipping out of reach now
People talk to me
And all their faces blur, but I've got
My fingers laced together
And I made a little prision
And I'm locking up everyone
Who ever laid a finger on me

I'm done with it, this is the start
Of how it all ends
They used to shout my name
Now they whisper it
I'm speeding up, and this is the
Red, orange, yellow flicker beat
Sparking up my heart

We rip the start, the colors disappear
I never watch the stars
There's so much down here
So I just try to keep up with the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart

And this is the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart
And this is the
Red, orange. yellow flicker beat, beat, beat, beat

Dançante Luz Amarela

Sou uma princesa feita do mármore
Mais suave do que uma tempestade
E as cicatrizes que marcam meu corpo
São de prata e ouro

Meu sangue é uma correnteza
De rubis, pedras preciosas
Mantém minhas veias quentes, o fogo acha um lar em mim

Eu ando pela cidade, silenciosa como uma fogueira
E meu colar é uma corda
Eu o amarro e desamarro

E nosso povo fala comigo
Mas nada nunca é certo, então
As pessoas falam comigo
E todas as vozes simplesmente desaparecem, então

Estou cheia disso, este é o começo
De como tudo acaba
Eles costumavam gritar o meu nome
Agora, eles o sussurram
Estou acelerando, e esta é
A dançante luz vermelha, laranja e amarela
Iluminando meu coração

Cortamos pela raíz, as cores desaparecem
Eu nunca observo as estrelas
Há tanto acontecendo aqui embaixo
Então eu tento acompanhar
A dançante luz vermelha, laranja e amarela
Iluminando meu coração

Eu sonho o ano todo, mas não são sonhos bons
E os arrepios descem pela minha armadura
No dobro do tempo

E meu povo fala comigo
Estou perdendo o contato agora
As pessoas falam comigo
E seus rostos começam a desfigurar, mas eu tenho
Meus dedos presos uns aos outros
E eu fiz uma pequena prisão
Estou trancando todo mundo
Que algum dia colocou um dedo em mim

Estou cheia disso, este é o começo
De como tudo acaba
Eles costumavam gritar o meu nome
Agora, eles o sussurram
Estou acelerando, e esta é
A dançante luz vermelha, laranja e amarela
Iluminando meu coração

Cortamos pela raíz, as cores desaparecem
Eu nunca observo as estrelas
Há tanto acontecendo aqui embaixo
Então eu tento acompanhar
A dançante luz vermelha, laranja e amarela
Iluminando meu coração

E esta é
A dançante luz vermelha, laranja e amarela
Iluminando meu coração
E esta é
A dançante luz vermelha, laranja e amarela






terça-feira, 4 de novembro de 2014

Excerto 8 Capítulo I

Revirei-lhe os olhos. Entre ataques e defesas, o tempo passou a correr. Já só faltava Psicologia.
- Ai que seca, agora Psicologia, não me apetece nada ir à aula. - Disse a Raquel enquanto tomávamos banho.
- Pensa assim, é a última aula.
- Pois é, depois vou finalmente almoçar, podias vir comigo fofa. Assim punha-mos a conversa em dia e tal, que te parece?
- Parece-me bem, queres ir aonde?
- E que tal ao Ramona? Já há imenso tempo que não comemos daqueles deliciosos hambúrgueres que eles fazem tão bem.
- Parece-me muito bem. - Concordei a rir-me.
            Soou o toque de entrada. Embrenhei-me outra vez nos meus pensamentos, mas desta vez a minha atenção tomou outra direcção, uma direcção chamada Miguel. Eu não gostava dele, mesmo a sério. A sua presença em si deixa-me em estado alerta. Eu conseguia perceber a forma como ele lidava com as pessoas, mas comigo nem pensar, nem lhe ia dar hipótese.
A aula de Psicologia passou num instante e eu e a Raquel fomos até ao Ramona, como tínhamos combinado. Pedimos as duas um hambúrguer Ramona e um ice tea de pêssego para mim e um de limão para ela.
- Olha, já viste quem está ali? - Perguntou-me ela cheia de sorrisinhos.
- Quem? Não é o Miguel, pois não?
- Não rapariga, mas querias que fosse, era? - Provocou-me.
            Lancei-lhe um olhar repreendedor e disse:
- Sabes bem que não, não o suporto.
- Não percebo essa vossa relação, estão sempre às turras, mas a mim parece-me que não vivem um sem o outro! Para além disso, ele é lindo de morrer.
- O quê? - Fomos interrompidas pelo nosso pedido. - Nós não temos relação sequer e ele não é assim tão lindo. - Mas quem é que eu queria enganar? A sua beleza era de fazer suster a respiração. - Vamos mudar de assunto, sim? Quem é que está aqui afinal?
- O teu grande admirador.

- Que admirador? Eu tenho um admirador e não sei?... (Continua)


Rolled my eyes. Between attacks and defenses, the time spent running. Now only lacked Psychology. 
- Oh that drought now, Psychology, I don't wanna go to class. - Said Rachel while we showered. 
- Think, is the last class. 
- Well, after then I'll finally have lunch, you could come with me sweet. So, we talk and such, what do you think? 
- Sounds good, where do you go? 
- What about the Ramona? Long time since we ate those delicious burgers they already do so well there. 
- Seems fine to me. - Agreed to laugh myself. 
             Sounded the entrance. Embrenhei me again in my thoughts, but this time my attention took another direction, one direction called Miguel. I don't like him, even seriously. His presence alone makes me alert state. I could see how he deal with people, but with me he not thinking, I won't give him chance. 
The psychology class spent a moment and me and Rachel went up to Ramona, as we agreed. Ramona asked the two one hamburger and a peach ice tea for me and a lemon for her. 
- Hey, have you seen who's there? - She asked me full of giggles. 
- Who? Not the Miguel, do not? 
- No girl, but wanted it to be, was it? - she ask excited. 
             I gave him a look and said reprover: 
- You know I do not, can not stand him. 
- I don't understand that your relationship are always at odds, but to me it seems you two don't live without each other! In addition, he is drop-dead gorgeous. 
- What? - We stopped at our request. - We have no relationship and even he is not so beautiful. - But who is that I wanted to fool? Her beauty was to do hold your breath. - Let's change the subject, yes? Who are here anyway? 
- Your big admirer. 
- What admirer? I have a fan and  I not know? ... (Continue)

sábado, 16 de agosto de 2014

Excerto 7 Capítulo I

- Vê lá se fazes alguma coisa que se aproveite Filipa. - Disse-me o Miguel ao ouvido, até me arrepiei com a sua voz forte, mas mantive-me no meu lugar. - Não gosto de perder.
- Deve ser a única coisa que temos em comum e eu sei jogar, não sei é se posso dizer o mesmo de ti.
- Vamos ver então.
- Ok! Vamos ver então. - Repeti na defensiva.
- Vá crianças, já chega, queríamos começar ainda hoje. - Interveio a Raquel.
- Filipa serves tu. - Mandou o professor.
            O Miguel não tirava os olhos de cima de mim, acho que está a tentar desconcentrar-me com aquele seu sorriso malandro, que punha as raparigas aos seus pés. Se é isso que ele quer, desconcentrar-me, não vai conseguir. Lancei a bola para cima e acertei-lhe com toda a força que tinha. Nenhum elemento da equipa adversária foi à bola.
- Ponto! - Gritou a minha equipa.
            Dirigi o meu olhar de triunfo ao Miguel.
- Boa Filipa. Faz lá outro assim, se conseguires claro. - Disse o Miguel em alto e bom som, piscando-me o olho.
            Que parvo. Se a sua intenção era enervar-me, parabéns, pois conseguiu. Quer dizer, ele tinha uma capacidade inata de me fazer isso, nem sequer precisava de se esforçar muito. Desta vez, sabia que não ia marcar ponto. O que eu desejava mesmo, era acertar-lhe com a bola na cabeça. Só para me rir um bocado.
Mais uma vez, lancei a bola ao ar e quando faço o serviço, a bola vai em direcção à cabeça do Miguel. Inconscientemente comecei a rir, ele estava de costas e a bola ia acertar-lhe, não tinha como adivinhar, era uma situação engraçada. Porém, quando a bola estava a milímetros de distância da cabeça dele, num movimento impossivelmente rápido, ele desvia-se da bola, sem sequer olhar para ela. O meu sorriso desvaneceu-se e deu lugar a uma boca aberta.
- Eu sabia que não conseguias fazer mais nenhum serviço em condições. Já era demasiado para ti. - Provocou-me.
Será possível que era a única que tinha reparado que, o que ele acabou de fazer era impossível. Pelos vistos fui, porque todos se riram do seu comentário.
- Eu só não fiz, porque não queria. A minha intenção era acertar-te.
- Eu sei e nem isso conseguiste... (Continua)



- Look there if you do something you enjoy Philippa. - Told me Miguel ear until cringed at his strong voice, but kept me in my place. - Don't like to lose. 
- Must be the only thing we have in common and I know how to play, I do not know is if I can say the same about you. 
- Let's see then. 
- Okay! We'll see then. - Repeat on the defensive. 
- Go children, enough already, we wanted to start today. - Rachel intervened. 
- Filipa you begin. - Told the teacher. 
             Miguel didn't take his eyes off me, I think he are trying to confound me with that his roguish smile that put girls at his feet. If that is what he wants, confound me, will not get. Pitched the ball up and hit him with all the strength I had. No member of the opposing team has the ball. 
- Score! - Shouted my team. 
             Drove my look of triumph to Miguel. 
- Good Filipa. Do there other so if course you can. - Said Miguel in loud, flashing me the eye. 
             That silly. If your intention was to unnerve me, congratulations, because managed. I mean, he had an innate ability to do this to me, didn't even need to work hard. This time, I knew I wasn't going to score point. What I wished it was hitting him on the head with the ball. Only me laugh a bit. 
Again, I threw the ball in the air and when I do the service, the ball will go towards the Miguel head. Unconsciously I began to laugh, his back was turned and the ball was going to hit him, could not guess, it was a funny situation. However, when the ball was millimeters away from his head in impossibly quick motion, he deviates from the ball without even looking at it. My smile faded and gave way to an open mouth. 
- I knew that You couldn't make any more service conditions. It was too much for you. - He has caused me. 
Is it possible that it was the only one who had noticed that what he just did was impossible. Apparently I was, because everyone laughed at his comment. 
- I just didn't because I didn't want. My intention was to hit you. 
- I know and even then you can't ... (Continued)

domingo, 20 de julho de 2014

Excerto 6 Capítulo I

... Quando me voltei para a porta, já não havia sinal dele.
_ Anda, quero ir comer antes de ir para Educação Física. Tenho de repor as energias, este teste de cabo de mim, literalmente. - Disse ela enquanto me puxava para fora da sala.
_ Pois, nem me digas nada. - Sinceramente, não prestei muita atenção ao que ela disse a seguir, fiquei a vaguear nos meus pensamentos e mais vez, salva pela campainha. Não gosto de pensar no Miguel, de todo! Dá-me náuseas.
_ Se soubesses o quanto odeio as quintas-feiras. Primeiro Matemática, depois Educação Física e a seguir Psicologia. Mesmo assim, pior é Educação Física, na última aula parti uma unha, acreditas?
            Digamos que a Raquel tem uma certa tendência para o desastre e os estudos não são o seu forte. A aparência é a sua grande prioridade, muito orgulhosa de ser loira e de ter o cabelo comprido e liso, realça com o lápis preto os seus olhos azuis e nunca dispensa o seu gloss.
Eu sou mais simples, confesso que também tenho orgulho no meu cabelo comprido e encaracolado castanho, admito que não abdico do meu batom de cieiro, porém, não é a maior das minhas preocupações.
- Não é mau de todo, estamos a dar voleibol.
- Fala por ti, a última aula custou-me uma manicura nova. - Lamentava enquanto trocávamos de roupa no balneário.
Fomos para o pavilhão e o professor já estava à nossa espera. Rapidamente fez a chamada e começou a fazer as equipas, comentei para a Raquel:
- Vou ficar contigo, com a Margarida, o Pedro, Simão e oh não, com o Miguel.
- Filipa - disse o professor dirigindo-se a mim - ficas com a Raquel, com a Margarida, com o Pedro, Simão - fez uma pausa enquanto olhava para os elementos da turma - e pode ser com o Miguel.
- Uau, é que não falhaste um. Ao fim destes anos todos, ainda não consegui perceber como é que consegues. - Disse a Raquel admirada. - Já pensaste jogar no Euro Milhões?
- Tenho de dar a oportunidade às pessoas de tentar. - Ri-me.
            Não sei como conseguia fazer isto, a palavra correcta não é adivinhar. Apenas costumo acertar no que as pessoas vão dizer ou fazer, já não era a primeira vez. Honestamente, não ligo muito a isso, é intuição, raramente me engano.
- Vê lá se fazes alguma coisa que se aproveite Filipa. - Disse-me o Miguel ao ouvido, até me arrepiei com a sua voz forte, mas mantive-me no meu lugar. - Não gosto de perder... (Continua)
... When I turned to the door, there was no sign of him. 
_ Come on, I want to eat before going to Physical Education. I have to restore the energy, this test tired me, literally. - She said while she pulled me out of the room. 
_ Well, don't say anything. - I honestly do not pay much attention to what she said next, I was wandering in my thoughts and one more time saved by the bell. I don't like thinking about Michael at all! Gives me nausea. 
_ If you knew how much I hate Thursdays. First Mathematics, Physical Education and then Psychology. Still worse is Physical Education, in the last class left a fingernail, can you believe? 
             Let's say Rachel has a tendency to disaster and the studies are not his forte. The appearance is their top priority, very proud to be blonde and have long straight hair, highlights with black pencil his blue eyes and never dispenses its gloss. 
I'm simple, I confess that I also have pride in my long curly brown hair and, I admit I do not relinquish my chapped lipstick, however, is not the biggest of my worries. 
- Not bad at all, we are giving volleyball. 
- Speak for yourself, the last class cost me a new manicure. - Regretted while changing clothes in the locker room. 
We went to the pavilion and the teacher was already waiting for us. Quickly made the call and started making teams, I said to Rachel: 
- I'll stay with you, with Margaret, Peter, Simon, and oh no, with Miguel. 
- Filipa - said the teacher addressing me - you stay with Rachel, with Margaret, with Peter Simon - paused as he looked at the elements of the class - and can be with Miguel. 
- Wow, is not that you not failed one. After all these years, I still can not understand how you do it. - Rachel told admired. - Did you never think to play the Euro Millions? 
- I have to give people the opportunity to try. - I laughed. 
             Do not know how I could do this, the correct word is not guessing. I usually just hit on what people will say or do, it wasn't the first time. Honestly, I don'tt care much to it, is intuition, is rarely wrong me. 
- Look there if you do something that takes advantage Filipa. - Miguel told me the ear until cringed at his strong voice, but kept me in my place. - I don't like to lose ... (Continued)

domingo, 6 de julho de 2014

Excerto 5 Capítulo I

... - Quanto queres apostar que é ele. - Comentei baixinho.
_ Isso incomoda-te? - Perguntou a Raquel surpreendida.
_ Incomoda, já está bastante atrasado. Se eu fosse o professor, nem sequer o deixava entrar.
_ Não consigo perceber essa vossa implicância.
_ Já estás um bocado atrasado Miguel. Entra e senta-te naquela mesa ali. - Disse o professor apontando para a mesa vazia que estava ao meu lado.
E é claro que deixou, típico!
_ Desculpe professor, tive um pequeno problema. Obrigado por me deixar entrar.
_ É só desculpas. - Disse eu baixinho para o Miguel, quando ele se sentou.
_ E então? Tens alguma coisa a ver com isso?
_ Nem quero, agora deixa-me fazer o teste em paz.
_ Tu  é que começaste. - O tom começou a elevar-se.
_ A tua maturidade impressiona-me. - Comentei ironicamente.
_ Meninos estão em teste. Filipa deixe o seu colega concentrar-se.
O quê? A culpa é do Miguel e eu é que sou repreendida? Olhei para ele, se o olhar matasse, ele já não estava com aquele ar convencido, de certeza. A sério, ele tem o dom de me tirar do sério. Não sei porquê. Deve ser do seu aspecto demasiado perfeito. Alto, moreno, cabelo liso preto, perfeitamente despenteado, os olhos de um castanho acinzentado, com uns lábios convidativos. Todos fazem as suas vontades, parece que o idolatram, por favor! As pessoas vêem-no como um exemplo, eu não o consigo ver com os mesmos olhos. O que vêem de adorável, eu só consigo ver jogos de sedução e manipulação, uma mistura de perigo e mistério. Não me inspira confiança e o meu instinto diz-me que ele não é normal, raramente me engano.
Estava mesmo a terminar a resposta à última pergunta do teste, que se ouviu o toque da saída. O professor recolheu os testes e deu autorização para sairmos. Levantei-me, agarrei nas minhas coisas e dirigi-me para a porta.
_ Mas sais ou vais continuar a admirar a porta? - Perguntei ao Miguel.
_ Acho mesmo que vou ficar a admirar a porta. - Respondeu com aquele seu tom calmo, arrogante e enervante.
_ Óptimo, então deixa-me passar, não quero estragar o vosso momento.
Devo ter dito alguma coisa super engraçada, porque ele riu-se, não um riso falso. Que alegria, já fiz a boa acção do dia. Estou a ser irónica, jamais seria simpática para ele.
_ Não precisas de ter ciúmes, não é uma porta que te vai roubar o lugar no meu coração.
_ Oh que maravilha, obrigada por tornares o meu dia melhor.
_ Importam-se de sair da frente? - Perguntou um rapaz chamado Rafael.
Eu e o Miguel fitámo-nos por cerca de três segundos, até se ouvir a Raquel a chamar-me. Não conseguia decifrar o seu olhar e isso deixa-me tão frustrada. Não desviei os meus olhos dos dele, até ter sido chamada pela segunda vez. Olhei para ela, para ver se demorava, não queria estar ali nem mais um segundo. Quando me voltei para a porta, já não havia sinal dele... (Continua) 

... - How much you want to bet that he is. - Commented softly. 
_ Does that bother you? - Asked me surprised. 
_ Bothers, is already quite late. If I were the teacher, don't even let him in. 
_ I can't understand that your pet peeve. 
_ You're a bit late Miguel. Come and sit at that table over there. - Said the teacher pointing to the empty table that was next to me. 
And of course he left, typical! 
_ Sorry teacher, I had a small problem. Thanks for letting me join. 
_ It's just excuses. - I said softly to Miguel, as he sat. 
_ And then? You got something to do with it? 
_ I don't wanna, now let me take the test alone. 
_ You started it. - The tone began to rise. 
_ Your maturity impresses me. - Commented wryly. 
_ Kids are being tested. Filipa let your colleague concentrate. 
What? Blame it on Miguel and I'm reproached is that? I looked at him, if looks could kill, he was no longer satisfied with that air of certainty. Seriously, he has the gift of taking me off. I don't know why. Must be of perfect aspect too. Tall, brown, perfectly smooth black hair disheveled, eyes a grayish brown, with a welcoming lips. All make their wills, it seems that idolize, please! People see it as an example, I can't see with the same eyes. What they see adorable, I can only see games of seduction and manipulation, a mixture of danger and mystery. Doesn't inspire me confidence and my gut tells me it isn't normal, rarely remember correctly. 
I was just finishing the answer to the last question of the test, we heard the sound of the output. The teacher collected the tests and gave permission to leave. I got up, grabbed my stuff and headed for the door. 
_ But salts or you'll continue to admire the door? - I asked Miguel. 
_ I really think we'll get to admire the door. - Answered that with his calm, arrogant and unnerving tone. 
_ Good, then let me go, I don't wanna ruin your moment. 
I must have said something super funny thing, because he laughed, not a fake laugh. What a joy, I have done a good deed for the day. I'm being ironic, would never be friendly to him.
_ No need to be jealous, is not a door that you will rob the place in my heart. 
_Oh that's wonderful, thank you for become my day better. 
_ Would you please step aside? - Asked a guy named Rafael. 
Me and Miguel regard us for about three seconds, until I hear Rachel calling me. Couldn't decipher his look and it makes me so frustrated. Not averted my eyes from his, until I was called a second time. I looked into it to see if it took, I didn't want to be there one more second. When I turned to the door, there was no sign of him ... (Continued)

sábado, 28 de junho de 2014

Excerto 4 Capítulo I

... _ Primeiro ele não é raptor, é perseguidor, o que não deixa de ser assustador. Segundo, não sei quem é, não dá para perceber e terceiro, não falemos disto por favor.
É tudo tão estranho! O pesadelo é sempre o mesmo e sempre tão real. Não consigo perceber o porquê. Na realidade não me assusta, pois não passa  de um mero pesadelo, contudo deixa-me tão exausta.
_ Desculpa fofa. E estás desculpada também, pelo teu mau feitio.
_ Em minha defesa, eu não tenho assim tão mau feitio.
_ Erro meu! - Como viu que não reagi, acrescentou. - Caso não tenhas percebido estou a gozar, tens mesmo mau feitio, só te aturo porque... Porque é que te aturo já agora? Nem eu própria sei, tenho de admitir que só posso estar tolinha.
_ Ou então adoras-me.
_ Também. - Saiu-lhe sem ela pensar. - Oh! Não era nada disto que eu ia dizer.
_ Agora não tens como remediar. - Ri-me para ela.
Só a Raquel é que me conseguia suportar e pôr-me bem-disposta, mesmo nos dias em que consigo tornar tudo num inferno. A campainha tocou, são 8h30 da manhã  e a primeira aula que vamos ter é matemática com o professor Bernardo. Fui a cantarolar "tu adoras-me" todo o caminho até chegarmos à sala 14. Como sempre, o professor já lá dentro com a porta aberta à espera que a turma chegasse. Fechou-a depois da maioria ter entrado.
_ Bom dia turma. Tenho uma adivinha para vocês, quem acertar tem folga nos trabalhos de casa.
_ Tenho de acertar. - Afirmou a Raquel.
_ Qual é a coisa qual é ela, que ando a prometer à muito tempo e que prometido é devido?
_ Um teste. - Respondeu um rapaz ao canto da sala.
_ Exactamente. Vão fazer um teste e conta para nota.
Toda a turma começou a reclamar, obviamente que ninguém gosta de um teste-surpresa, muito menos quando conta para nota. Eu e a Raquel sentamo-nos sempre juntas, ela arrastou a cadeira para mais perto de mim e sussurrou-me:
_ Espero que tenhas estudado, ou que pelo menos saibas alguma coisa, porque eu não sei nada.
_ Eu não estudei nada Quéli! O professor apanhou-nos de surpresa a todos, literalmente. Seja o que Deus quiser.
- A mim, nem Deus me safa, sou um Zero à esquerda a matemática. Estou tão tramada.
            Enquanto o professor entregava os testes, repreendeu-nos:
- Meninas lamento estar a interromper a vossa interessantíssima conversa, mas estou a entregar os testes e não querem que anule o vosso, pois não?
- Não professor. - Dissemos em uníssono.
            Já só se ouviam as canetas a escrever e passados uns cinco minutos, ouviu-se bater à porta. O professor foi abri-la.

- Quanto queres apostar que é ele. - Comentei baixinho... (Continua)


_ First ... it is not raptor, is stalker, which is nonetheless daunting. Second, I don't know who is, I can't realize and third, we don't speak of it please. 
It's all so strange! The nightmare is always the same and always so real. I can't understand why. Not really scares me, because no more than a mere nightmare, yet leaves me so exhausted. 
_ Sorry sweety. And you're also excused, for your temper. 
_ In my defense, I'm not that bad temper. 
_ My mistake! - As he saw that I didn't react, she added. - In case you haven't noticed I'm kidding, you really have a bad temper, just put up with you because ... Why put up with you anyway? Neither myself know, I have to admit that I can just be silly girl. 
_ Or you love me. 
_ Also. - She left her without her thinking. - Oh! There was nothing I could say it. 
_ Now you don't how to remedy. - I laughed at her. 
Only Rachel is that she could support me and put me in a good mood, even on days when I can make everything a hell. The doorbell rang, are 8:30 am and the first lesson is that we will have math with Professor Bernardo. Went to hum "you adore me" all the way until we got to the room 14. As always, Professor already inside with the door open waiting for the class arrived. Closed it after most have gone. 
_ Good day class. I have a riddle for you, who have set off with homework. 
_ I have to hit. - she said. 
_ What is the thing which it is, I've been promising for a long time and that promise is a promise? 
_ A test. - And one guy in the corner of the room. 
_ Exactly. Go take a test and account for note. 
The whole class started complaining, obviously nobody likes a pop quiz, much less when it counts to note. Rachel and I sat down together forever, she dragged his chair closer to me and whispered to me: 
_ I hope you have studied, or at least to know something, because I know nothing. 
_ I have not studied anything Queli! The teacher caught us all by surprise, literally. Be what God wants. 
- To me, neither God safe me, I'm a Zero left the math. I'm so contrived. 
             While the professor handed the tests, scolded us: 
- Sorry girls be interrupting your conversation interesting, but I am to deliver the tests and do not want to annul your, did you? 
- Not a teacher. - We said in unison. 
             Have only heard the pens to write and passed about five minutes was heard knocking. The teacher was open. 
- How much you want to bet that he is. - Commented softly... (Continue)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Excerto 3 Capítulo I

(...) Foi apenas um sonho, um sonho não, foi o pesadelo.
Na noite do meu décimo aniversário, faz oito meses, tive este pesadelo e desde aí, faz questão de estar presente na maioria das minhas noites. Ultimamente tenho dormido tranquilamente, mas parece que voltou para me atormentar. O despertador marcava 6h45 e como eu estava demasiado desperta, levantei-me para tomar um duche e preparar as coisas para ir para as aulas.

Estava a tirar os livros de matemática do cacifo, quando de repente, vejo a Raquel a correr toda atrapalhada na minha direcção e a atropelar quem quer que lhe aparecesse no caminho.
_ Onde é que andaste Filipa? Procurei-te por toda a parte. - Perguntou-me. 
A Raquel é a minha melhor amiga desde que me lembro, conhecemo-nos  desde o infantário e andámos sempre juntas na escola. Tornámo-nos inseparáveis desde então, faço qualquer coisa por ela e ela por mim, contamos sempre uma com a outra.
_ Foste ver à casa de banho?
_ Não. - Respondeu ela.
_ Então não me procuraste por toda a parte.
_ Que mau feitio, o que tens?
Fechei a porta do cacifo e encostei a cabeça nele. Inspirei fundo e recompus-me.
_ Desculpa. Dormi mal hoje.
_ O pesadelo outra vez?
_ Sim, mas não quero falar sobre isso.
_ Mas já sabes quem é o teu raptor?
_ Primeiro ele não é raptor, é perseguidor, o que não deixa de ser assustador. Segundo, não sei quem é, não dá para perceber e terceiro, não falemos disto por favor... (continua)


(...) It was just a dream, not a dream, was the nightmare. 
On the night of my tenth birthday, for eight months I have had this nightmare and since then, wishes to be present in most of my nights. Lately I have slept soundly, but it seems that he returned to torment me. The clock marked 6:45 a.m. and as I was too awake, I got up to take a shower and get things ready to go to class. 

I was taking the math books locker when suddenly, I see Rachel running all jumbled in my direction and trample anyone who appeared to him in the way. 
_ Filipa Where have you been? I looked for you everywhere. - she asked. 
Raquel is my best friend since I can remember, we met from nursery and walked always together at school. We became inseparable since then, I do anything for her and she with me, always tell each other. 
_ Did you see the bathroom? 
_ No - she answered. 
_ So not sought me everywhere. 
_ What a temper, what you got? 
I closed the locker door and leaned my head against him. Deep breath and recompose myself. 
_ Sorry. Today I slept badly. 
_ The nightmare again? 
_ Yes, but do not want to talk about it. 
_ But you know who your raptor? 
_ First it is not raptor, is stalker, which is nonetheless daunting. Second, do not know who is, I can't realize and third, we do not speak of it please ... (continues)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Excerto 2 Capítulo I

...porque se dera ao trabalho de me seguir até ao Parque e depois limitar-se a observar-me. 
Apercebendo-se das minhas dúvidas, soltou uma gargalhada de tamanha malícia e diversão que fazia doer os ouvidos. Gritava de dor, tapava os ouvidos com quanta força tinha, mas não chegava, cerrei os olhos na esperança de amenizar a dor, em vão.
 ***
Quando os abri, estava a respirar ofegante e tremia compulsivamente. Vi a luz do sol a entrar através das frinchas da persiana, que ficaram por fechar. Senti o peso dos meus cobertores a ao aperceber-me que estava no meu quarto, sentei-me para me acalmar. Foi apenas um sonho, um sonho não, foi o pesadelo... (continua)


... because he bothered to follow me to the park and then limit yourself watching me. 
Realizing my doubts, laughed of such mischief and fun that made ​​my ears hurt. I Screamed in pain, I covered my ears as hard had, but did not arrive, I clenched my eyes hoping to ease the pain, in vain. 
  *** 
When I opened them, I was breath panting and trembling compulsively. I saw the sunlight in through cracks in the shutters, which were close by. I felt the weight of my blankets to realize that I was in my room, I sat down to calm myself. It was just a dream, not a dream, is the nightmare ... (continued)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Inspiração 2º Livro / inspiration for 2nd book

video


Until It's Gone

A fire needs a space to burn
A breath to build a glow
I've heard it said a thousand times
But now I know

That you don't know what you've got
Oh you don't know what you've got
No you don't know what you've got
Until it's gone
Until it's gone
Until it's gone

I thought I kept you safe and sound
I thought I made you strong
But something made me realize
That I was wrong

'Cause finding what you got sometimes
Means finding it alone
And I can finally see your light
When I let go

'Cause you don't know what you've got
Until it's gone
Until it's gone
'Til it's gone

Until it's gone
Until it's gone
Until it's gone
'Til it's gone
'Til it's gone

'Cause you don't know what you've got
Oh you don't know what you've got
No you don't know what you've got
It's your battle to be fought
No you don't know what you've got
'Til it's gone
'Til it's gone
'Til it's gone


Até perder

Um fogo precisa de espaço para queimar
Uma respiração para acender o brilho
Eu já ouvi e disse várias vezes
Mas agora eu sei

Que você não sabe o que tem
Oh você não o que você tem
Não, você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder

Eu achei que te deixaria sã e salva
Achei que te faria forte
Mas algo me fez perceber
Que eu estava errado

Porque achar o que você tem às vezes
Significa que você tem que encontrar sozinho
E eu finalmente posso ver a sua luz
Quando eu me liberto

Porque você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder

Até perder
Até perder
Até perder
Até perder
Até perder

Porque você não sabe o que tem
Oh você não o que você tem
Não, você não sabe o que tem
É a sua batalha que deve ser enfrentada
Não, você não sabe o que tem
Até perder
Até perder
Até perder




O QUE NÃO ME MATA TORNA-ME MAIS FORTE
WHAT DOESN'T KILL ME MAKES ME STRONGER